8 de out. de 2009

PINTURA

“Não é estranho, minha irmã, que você tanto se esforce para

se intrometer em meus propósitos?

Nada ouso fazer em particular para a glória do rei sem que você me imite!

Quando penso em trabalhar alguma obra que trate de seus feitos,

você logo me interrompe, tentando com suas belas palavras

privar-me da honra que eu posso adquirir pela

excelência de minha invenção.”


POESIA

“Suas obras, minha irmã, são bastante admiráveis,

Nelas tudo parece sábio, natural, agradável;

Mas qualquer esforço ilustre que sua mão faça,

Se for para igualar-me, o será em vão…”


André Félibien, O sonho de Filômato, 1683

in A pintura. Vol. 7: O paralelo das artes, J. Lichtenstein org., Ed. 34, 2005, pp.42-43

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