PINTURA
“Não é estranho, minha irmã, que você tanto se esforce para
se intrometer em meus propósitos?
Nada ouso fazer em particular para a glória do rei sem que você me imite!
Quando penso em trabalhar alguma obra que trate de seus feitos,
você logo me interrompe, tentando com suas belas palavras
privar-me da honra que eu posso adquirir pela
excelência de minha invenção.”
POESIA
“Suas obras, minha irmã, são bastante admiráveis,
Nelas tudo parece sábio, natural, agradável;
Mas qualquer esforço ilustre que sua mão faça,
Se for para igualar-me, o será em vão…”
André Félibien, O sonho de Filômato, 1683
in A pintura. Vol. 7: O paralelo das artes, J. Lichtenstein org., Ed. 34, 2005, pp.42-43
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